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Mudanças radicais, recursos incríveis, inovação. Mais do que fazer a base de usuários crescer, as redes sociais conectadas precisam gerar novidades o tempo todo para fazer com que o público passe o maior tempo possível ali, navegando, curtindo, lendo, consumindo dados. A necessidade agora é manter as pessoas ativas. Há, entretanto, indícios fortes de fatores que merecem atenção em 2017 e que devem ser observados por profissionais de marketing e comunicação.

1. Live
A evolução das plataformas, a oferta abundante e o sucesso de mídias como o Snapchat – que viu, inclusive, boa parte de seus mecanismos serem copiados por outras redes – ou a incorporação do Periscope à linha do tempo do Twitter vão fazer saltar sobremaneira o volume de transmissões ao vivo. Há possibilidades de crescimento de vídeos que ilustram o ambiente em 360 graus também. Importante lembrar que a qualidade da banda de internet no Brasil para smartphonesainda deve atrasar ou limitar um pouco mais esse movimento por aqui.

2. Chatbots
Veremos uma série de iniciativas, em especial no Facebook, de robôs realizando funções mais operacionais (atendimento, relacionamento com clientes, processos simples de consulta a informações, entre outros). Se bem estruturados em termos de desenvolvimento, podem ampliar o grau de conhecimento sobre os clientes e ajudar a personalizar a interação. Deve haver um crescimento especialmente no atendimento aos clientes.

3. Personalização do uso
Foi-se o tempo de criar um conteúdo central, macro, e distribuí-lo utilizando as características das demais plataformas sociais. Gerar tráfego para plataformas proprietárias está cada vez mais difícil.  A evolução da interatividade e o crescimento das possibilidades oferecidas pelas mídias vai exigir atuação das marcas de forma única em cada uma dessas redes, com conteúdo próprio, personalizado e produzido exclusivamente para o canal. As mídias sociais serão os canais de repositório de informações e não mais encaradas apenas como distribuidoras ou ambientes responsáveis por chamar a audiência para conteúdos que estejam em um site ou blog. Não só os recursos técnicos estão disponíveis, mas as pessoas também esperam ser envolvidas de uma forma diferente pelas marcas, o que privilegia e cria um grande contexto para o storytelling.

4. Relevância
Aquelas iniciativas feitas para “gerar buzz” já não atingiram bons resultados esse ano. E tendem a piorar as métricas em 2017. Portanto, o que os estrangeiros chamam de “marketing crap” será ainda menos aceito. Entregar nas mídias sociais somente o que faz diferença para o seu público – e lembre-se que ele está cada vez mais fragmentado e segmentado – será um grande desafio para as companhias. Ser relevante deve ser um mantra, algo a ser perseguido a cada interação, a cada conteúdo produzido.

5. Realidade virtual e aumentada
Marcas devem passar a explorar melhor esse tipo de tecnologia. O sucesso e o volume de utilização alcançados pelo Pokemon Go mostram que há espaço para ações do gênero e que o público está aberto e disposto a receber esse tipo de empreendimento.

6. Influence marketing
Muitas empresas e marcas já atuam com influenciadores. Agora, além de aprimorar o trabalho, será preciso cada vez mais encontrar personalidades que possuam não só aderência e que façam sentido para a marca, mas que tragam resultados efetivos de construção de marca, reputação e, claro, ajudem a vender. Medir tudo isso será o desafio para o próximo ano. Se pensarmos que qualquer consumidor hoje é um potencial influenciador, é hora também de encontrar os seus advogados de marca que não possuem milhões de fãs ou seguidores, mas que podem se tornar fundamentais para uma estratégia de pulverização de mensagens.

7. Social messaging
Como transportar a marca e a experiência para mídias sociais fechadas que extrapolem o processo de atendimento ao cliente? Ultrapassar essa barreira sem ser invasiva será um grande desafio para as companhias, considerando que a utilização de aplicações fechadas, um a um, são as novas mídias sociais.

8. Indicadores
Se considerarmos que não há mais espaço para que os departamentos de marketing e comunicação gastem seus budgets sem comprovar resultados, quanto mais utilizadas como meios de comunicação e interação com os públicos de interesse das marcas, mais as plataformas sociais serão pressionadas pelas empresas para entregarem indicadores relevantes de negócios e retorno sobre o investimento. No final do dia, além de envolver, as marcas precisam aprender a criar um ambiente propício para seu objetivo principal, que é vender. Vale lembrar que não só pelo volume, mas o fechamento de APIs ou a simples falta de investimento das plataformas em dados tornou o monitoramento de marca e mercado muito mais complexo.

Autor: Eduardo Vasques
Fonte: goadmedia.com.br